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TRAUMAS FINANCEIROS – VOCÊ TEM?

 

Pedro Braggio*

 

Quando criança, alguma vez você acompanhou seus pais brigando por causa do dinheiro e das contas a pagar? Lembra-se de ter ouvido em casa expressões como “dinheiro não dá em árvore”, “você acha que tenho cara de banco?”, “dinheiro é sujo”, “dinheiro não traz felicidade”? Você sabia que essas lembranças podem de alguma forma, mesmo que inconscientemente, impactar as suas decisões financeiras agora, na fase adulta?

 

Em minhas palestras pelo Brasil, encontro muitas pessoas que têm medo de fazer compras a prazo, por exemplo, porque no passado emprestaram seu nome ou cartão de crédito para algum amigo ou parente que lhes deu calote. Outras ainda já passaram pelo desemprego e, mesmo hoje, empregadas, ainda sentem o peso deste fantasma em suas vidas, impedindo-as de ter atitudes prósperas com relação ao dinheiro.  E, isso tudo, na maioria das vezes, impede o crescimento financeiro dessas pessoas.

 

Todas essas experiências podem trazer consequências para a forma como nos relacionamos com o dinheiro hoje. A função do dinheiro é de agregar, de melhorar a vida das pessoas, de unir, de trazer melhores condições de moradia, de estudos, de auxiliar as pessoas, de melhorar as condições de vida no planeta. E, por isso, temos que trabalhar para desenvolver uma relação saudável com o dinheiro, afinal ele é um meio para um fim.

 

Se ao olhar para a sua própria vida financeira, conseguir identificar alguns destes comportamentos, você já está no caminho certo. Identifique e entenda os sentimentos que estas lembranças provocam e reveja seus comportamentos e até os hábitos adquiridos na sua infância, herança de seus avós e pais.

 

Depois de entender esses sentimentos, o próximo passo é ressignificá-los. Mude suas crenças sobre o dinheiro: olhe para ele como um meio para a abundância, riqueza e prosperidade e você verá como as coisas vão começar a mudar na sua vida!

 

*Pedro Braggio é terapeuta e educador financeiro. Autor do livro “Dinheiro é bom e eu gosto”.